01/04/2020 às 15:58

Fecomércio AP avalia os impactos do coronavírus para a economia do Estado

Suzana Sampaio

A Fecomércio AP, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio do Amapá (IPDC), fez um levantamento para avaliar os principais impactos do coronavírus sobre o comércio local. Os dados serviram como base para apresentar aos governos Estadual e Municipais os efeitos dessa doença no setor econômico. Ao todo, 900 empreendedores de diversos segmentos participaram da pesquisa, realizada nos dias 26 e 27 de março.

A pesquisa indicou que com a suspensão das atividades comerciais, 76% das empresas conseguem se manter por até 30 dias. Sendo que destas, 34% permanecerão com as portas abertas por alguns dias ou poucas semanas, e apenas 2,5% por mais de cinco meses.

Na primeira semana de paralização, cerca de 70% das empresas tiveram queda acima de 60% em suas receitas. Por outro lado, 50% estimam quedas de 90% a 100% em seus recursos. Esses dados possuem impacto direto na permanência e geração de postos de trabalho em todo o Estado do Amapá.

Segundo a pesquisa do IPDC, 15% das empresas já demitiram funcionários, outras 10% pretendem fazer o mesmo até o final deste período, e 40% alegam que não conseguirão manter o quadro de funcionários. Perguntadas sobre o retorno imediato das atividades comerciais, 81% das empresas se mostram favoráveis, 49% concordam plenamente com a medida, 9% discordam e 6% discordam veementemente.

Sobre a reabertura das atividades comerciais, 85% das empresas se mostraram favoráveis, apoiando que o isolamento mais rigoroso deve contemplar apenas os grupos de risco e o retorno dos demais ao mercado de trabalho deve ser feito com as devidas precauções de combate ao contágio.

Cerca de 91% dos empreendedores locais se disponibilizaram a participar de uma grande mobilização pela abertura do comércio local, sendo que 51% defende o retorno imediato e 40% está disposto a aguardar esse período de suspensão para que tudo possa se normalizar imediatamente após essa ocasião.

Ao final da pesquisa, as empresas contribuíram com sugestões de medidas que podem ser adotadas para minimizar os impactos. Entre as citadas estão: a participação do governo na liberação de crédito para as empresas, a distribuição de renda por parte do governo para informais; pacotes econômicos para todos os tipos de autônomos formais e informais; distribuição imediata de medicamentos e a isenção de impostos; suspensão da taxa de energia elétrica até fim do ano e o parcelamento de impostos.

 

Por Michelle Silva - assessora de imprensa Fecomércio AP